As informações científicas sobre esse tema tem sofrido revisão constante e diária. Os maiores bancos de dados de literatura médica mundial liberaram o acesso de seu conteúdo para uso em prol do combate à pandemia COVID-19, e também para trazer informações de qualidade para utilidade pública. É pertinente a divulgação dos dados que temos até esse momento:
✅ A transmissão se faz principalmente de pessoa a pessoa e os indivíduos assintomáticos também transmitem a doença! Deve-se evitar o contato com pessoas suspeitas por 14 dias pelo menos.
✅ A doença é branda em boa parte dos casos, mas uma parcela da população vai necessitar de internação hospitalar para se recuperar e os grupos de maior risco (idosos, portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes entre outras) podem vir a morrer da COVID-19.
✅ A situação de saúde é potencialmente grave porque o virus se propaga rapidamente. Se muitas pessoas adoecem ao mesmo tempo, isso pode aumentar a necessidade de internação hospitalar numa demanda que poderia causar um colapso no nosso sistema de saúde.
✅ Não existe aumento de risco especificamente para as gestantes e seus bebês. Os riscos são os mesmos encontrados na população geral com a mesma idade. Os embriões, óvulos e espermatozóides não parecem ser preferencialmente afetados pelo coronavírus. Isso nos trás segurança e conforto nesse momento.
✅ Não existe transmissão da doença da mãe para o bebê durante a gestação (chamamos isso de transmissão vertical) – ou seja os bebês não nascem doentes. Os bebês nascidos de mães com COVID-19 não apresentam nenhuma malformação causada pelo coronavirus. Os bebês que são positivos para o COVID-19 contraíram no momento do parto ou após. O virus não passa pelo leite materno e a amamentação não está contra-indicada. Os cuidados como o uso de máscara facial, lavagem das mãos, luvas, álcool gel devem ser intensificados.
✅ Gestantes, tentantes e lactantes devem ser cautelosas com os cuidados preventivos para evitar contrair a doença nesse momento de crise social.
✅ Infecções em geral podem ter evolução mais grave em gestantes. Mas curiosamente, as gestantes que já contraíram a doença em outros lugares do mundo tiveram a mesma evolução que as não gestantes da mesma idade. Alguns casos de parto prematuro espontâneo foram relatados. Algumas gestações tiveram que ter o parto antecipado por cesárea para que a mãe pudesse receber cuidados respiratórios.
As recomendações acima são semelhantes às já aqui divulgadas. As publicações científicas tendo sido constantes e vindas de vários países. Os dados tem a cada dia reforçado a tranquilidade. Os receios vividos em outras epidemias com efeitos específicos na gestação como a H1N1e zykavirus não parecem se repetir desta vez.

